Apesar da pressão inicial, Atlético vence a base de solidez e oportunismo

O Atlético de Madrid aguentou quarenta e dois minutos de pressão. Foram finalizações, bolas cruzadas e uma posse de bola que beirou os 70%. O time de Valverde precisava de um gol para igualar a eliminatória contra os colchoneros em busca de uma vaga nas semifinais da Copa do Rei da Espanha, contra o Real Madrid. Tardou, mas veio com Aduriz no fim do primeiro tempo, após o centro de Balenziaga pela esquerda.

Setor em que o Athletic concentrou suas jogadas na etapa inicial. Jogando no 4-1-4-1, o time basco foi forte com Muniain e Balenziaga no setor. A dobradinha criou a maioria das oportunidades. Do outro lado, Susaeta foi mais contido, de inicio acompanhado por Cristian Rodriguez no 4-4-2 de Simeone.

Quando percebeu o volume de jogo do Athletic, que começava com o recuo de.Rico para auxiliar Iturraspe, Simeone reposicionou o time e o espelhou no mesmo 4-1-4-1. Invertendo Adrian, da direita para esquerda, recuando Diego Costa pelo lado de Muniain, e também Gabi para frente da zaga, além de alinhar Cristian a Koke para negar qualquer espaço. (Veja aqui o flagrante do 4-1-4-1)

 
Times no 4-1-4-1, pressão do Athletic e gol na jogada pela esquerda.

Porém o ímpeto ofensivo e a intensidade do Athletic não voltaram junto com o time no segundo tempo. Do outro lado o Atlético soltou as linhas, pressionou e empatou o jogo, no segundo arremate de Raul García, depois de Herrerín salvar um chute do meia, ele insistiu e balançou as redes de San Mamés. 
 
Com o gol e a vantagem no agregado, o time de Simeone compactou suas linhas e negou espaços a um desesperado Athletic. Valverde tentou com Ibai, Beñat e Sola. Fez dos laterais alas, fez de Muniain e Ibai mais incisivos que nunca e fez de Aduriz e Sola jogadores presentes na área. Pressão numerosa, mas que não surtiu efeito. 
 
O Atlético, das linhas curtas e que negam espaços, precisou de uma chance para matar o duelo. Diego Costa escapou e recebeu pouco a frente da linha do meio campo e muito a frente do último homem do time basco. Corte em Herrerín e toque para marcar a primeira derrota do Athletic no novo San Mamés. 
 
Pressão do Athletic no segundo tempo. Muita gente mas pouca contundência para concluir e espaço para Diego matar o jogo.

Mais uma atuação que tangenciou a perfeição taticamente, mais um jogaço de um time que não parece cansar a nenhum instante. Vitória que veio pela solidez na defesa e pelo oportunismo no ataque, com quatro finalizações e dois gols. Agora o derbi das semifinais.
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Raí Monteiro

Jornalista, editor e doente por futebol. Sempre aberto a um bom debate e um copo de cerveja.

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