A vitória do time fiel ao seu estilo e as convicções de Mourinho

O 4-2-3-1 do Chelsea em fase defensiva.

O gol de Ivanovic na jogada de Hazard foi a cara do atual modelo de Chelsea. Alta rotação, mudanças de direção e diversas variações. No lance, o ponta esquerdo começou a jogada em seu setor e acabou na direita com o chute travado que sobrou para o lateral, em uma das poucas descidas, abrir o placar. Desceu pouco porque vigiou muito David Silva, principal homem de criação do time de Pellegrini. 
 
Até porque não dava para se abrir contra o ataque mais poderoso da temporada europeia. Um time que não perdia há vinte jogos em casa e precisava da vitória para reassumir a liderança da Premier League, perdida no dia anterior para o Arsenal. Mourinho sacou Oscar e colocou Matic, para formar com David Luiz um meio/marcação ainda mais forte no combate as investidas do ótimo Yaya Touré e de David Silva, flutuando pelo centro a partir da ponta no 4-4-2 citizen. Mourinho surpreendeu, mas manteve o esquema e a ideia de jogo. 
 
O City não conseguia pressionar. Até tinha mais volume, mas nada do controle do jogo. Com a forte marcação do Chelsea não conseguia trocar seus envolventes passes. O Chelsea de Mourinho montou várias estratégias de jogo em uma: ora pressionava e marcava alto, ora recuava e marcava com galhardia. A noite se encaminhava para ser perfeita. 

A surpreendente escalação de Azpilicueta na lateral esquerda foi providencial, pois conteve os avanços de Navas, homem de velocidade no flanco, que não teve espaços. Ramires pela direita teve um pouco de dificuldade para acompanhar as descidas de Kolarov no inicio. Willian ao centro das ações não foi o clássico organizador, mas incendiou os ataques com as puxadas em velocidade, como na que Ramires exigiu ótima defesa de Hart. 
 
Chelsea veloz no 4-2-3-1 com Hazard a esquerda e City estático no 4-4-2 que foi bem marcado.

A esperada pressão do City não aconteceu no começo do segundo tempo, não por falta de tentativa do time da casa, mas sim pelo ótimo sistema defensivo armado por Mourinho. Que fechou todos os espaços, mas perdeu sua velocidade e sua verticalidade no contra-ataque. Ramires, Hazard e Willian pregaram e o time viveu de um ou outro lampejo com a bola nos pés.
 
Pellegrini tentou com Jovetic na vaga de Negredo, abrindo o pela esquerda e colocando Silva ao centro de um 4-2-3-1, com Navas do outro lado. Yaya seguia trazendo a bola de trás e esbarrando em um compacto e forte Chelsea. O City sofria com o mesmo problema do primeiro tempo. Além da falta de inspiração e os desfalques, o ótimo sistema montado por Mourinho. Que segurou a entrada de Oscar na vaga de Eto’o até os trinta e cinco do segundo tempo, com o brasileiro uma linha de quatro “armadores” que recuavam, marcavam e não deram chance ao City, apesar das ótimas defesas de Cech.
 
A emblemática vitória do Chelsea se da graças a competência de Mourinho e ao estilo de jogo de seu time, também fruto disso. O blues seguem vivos na briga pelo titulo que tem Arsenal, City e o time de Londres separados por dois pontos, em uma das melhores – se não a melhor – Premier League da última década. 
 
A pressão do City não surtiu efeito nos momentos finais, mas fez Cech trabalhar muito bem duas vezes.
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Raí Monteiro

Jornalista, editor e doente por futebol. Sempre aberto a um bom debate e um copo de cerveja.

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