A expulsão de Amaral “matou” o Fla, mas o vigor físico e a versatilidade construíram a vitória do Léon

A expulsão de Amaral complicou o Flamengo no momento que o time equilibrava o jogo com posse e bola no chão, após um rápido abafa dos mexicanos. Porém não foi ela, sozinha, providencial para o revés do carioca na estreia da Libertadores 2014. O Versátil e “incansável” León foi além dos limites da pressão e saiu com o resultado positivo.

Jayme foi de 4-2-3-1, sacando Erazo na zaga, Muralha na meia e Paulinho na ponta em relação ao Fla-Flu. Nas vagas, Samir, Amaral e Mugni. Porém a expulsão de seu primeiro volante fez o time naturalmente se recolher em duas linhas com Hernane na frente e tentar sobreviver à pressão. Pressão que o 4-3-3 mexicano exerceu armando seu jogo pela esquerda, com Hernandez, Peña e Loboa. Do outro lado Montes apoiava bastante e Boselli trocava o lado pela referencia diversas vezes com Britos.

No pênalti polemico de Hernane, Boselli abriu o placar. Dando resultado a sufocante pressão. Ainda assim, o Flamengo não se apresentava mal, defendia e tentava sair com seus laterais no contra-ataque. Após o gol, o time se soltou, Elano carimbou a barreira em uma primeira falta, mas na segunda colocou na cabeça de Cáceres para empatar o jogo. 

O 4-3-3 pressionou o Flamengo sufocantemente, até achar o primeiro gol.
O empate fez com que o León retomasse a pressão na etapa final. Mas com algumas mudanças: Arizala entrou na vaga do zagueiro Gonzalez que tinha amarelo. Magallon saiu da lateral direita para fazer dupla com Rafa Marquéz; Loboa saiu do lado esquerdo para a lateral direita; Montes saiu do tripé de meio a direita para a ponta esquerda e Arizala ocupou seu lugar.
 
Sem bagunça. Coordenação perfeita, que mostrou a versatilidade do time. E nova pressão que só não se concluiu em gol, porque Felipe fez diversas defesas e Boselli deu uma cavadinha no segundo penal para o León, também defendida pelo goleiro. A cada lance a pressão aumentava e o gás flamenguista parecia acabar. Até que no bate rebate Arizala empurrou para as redes.
 
Jayme respondeu com Paulinho e Muralha nas vagas de Everton e Elano. O Flamengo até tentou se soltar, apareceu no ataque, mas nada que pudesse levar perigo ao gol de Yebrough.
 
O inicio da Libertadores não fui bom para o Flamengo, mas o time não se rendeu, mesmo nos piores momentos se mostrou aguerrido, algo que pode contar e muito visando um futuro sucesso no torneio.
Mais pressão no segundo tempo.
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Raí Monteiro

Jornalista, editor e doente por futebol. Sempre aberto a um bom debate e um copo de cerveja.

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