O “presente” de Mourinho no dia de Wenger 1000, afasta o Arsenal da Premier League

Era um dia histórico para Arsene Wenger, que completava 1000 jogos a frente dos Gunners. Porém o adversário não era nada amistoso e nem bem vindo. Aliás, a ida ao Stamford Bridge, para enfrentar o Chelsea de Mourinho, invicto em casa no campeonato Inglês desde a outra passagem do “special one” em 2004, não era o melhor presente ao técnico.
 
Mou trocou Ramires e Willian, suspensos, por Schurrle e Matic. O primeiro trabalhou a direita do 4-2-3-1 blue, o segundo ficou a frente da zaga, ao lado de David Luiz, dando liberdade para o brasileiro armar as jogadas. David Luiz fazia a transição com liberdade, porque o Arsenal dava espaços em um assimétrico 4-1-4-1, que confuso e desalinhado sofreu nos minutos iniciais em um baile de intensidade, incisividade e inversões do Chelsea.
 
Antes do dez minutos o placar já mostrava dois a zero para o time da casa, e os gunners perdidos, sofrendo com a velocidade dos comandados de Mourinho. Schurrle fechou da ponta para o centro e serviu Eto’o livre pelo esburacado setor esquerdo, o camaronês cortou Koscielny e tocou cruzado no canto de Szczesny. No segundo, o mesmo Schurrle entrou pelo flanco e bateu firme no canto. Logo após o gol, Eto’o sentiu a coxa e foi substituído por Torres.
 
À tarde que começava a lembrar daquela contra o Liverpool há algumas semanas atrás, terminaria pior do que os 5-1 do Anfield. Na bola defendida por Chamberlain, o pênalti bem marcado, mas que levou Gibbs mal expulso e teve Hazard batendo para o três a zero.

Com um a menos, Wenger colocou Vermaelen na vaga de Podolski e o Arsenal se fechou em duas linhas de quatro com Giroud à frente. Seguindo a cartilha dos times com um a menos se fechou atrás e assistiu a posse de bola do Chelsea que tentava infiltrar, mas tinha problemas. Porém quando o zagueiro que fazia a lateral não guardou posição, Schurrle foi rápido e Oscar oportunista para anotar o quarto. 
 
Chelsea com intensidade na execução do 4-2-3-1 e Arsenal retraído no 4-4-1 após a expulsão de Gibbs.
Com Flamini na vaga de Chamberlain e Jenkinson na vaga de Koscielny, o Arsenal voltou para o segundo tempo melhor e viveu um bom momento, com posse de bola e linhas adiantadas. Linhas que mostravam, em muitos momentos, Rosicky próximo a Giroud. A distribuição ainda tinha, Cazorla pela esquerda, Arteta e Flamini fechando o centro.
 

O Arsenal que apertava sem a bola e se adiantava com ela sofreu mais um golpe em seu melhor momento: Oscar no chute que quicou antes de Szczesny e morreu no fundo do gol gunner. Mourinho revigorou o meio e deu descanso aos brazucas Oscar e David Luiz, sacados por Salah e Mikel. Se já não bastasse o atropelamento com os cinco a zero, Matic achou Salah em um passe espetacular que o egípcio finalizou tocando por baixo de Sczesny para fechar a tampa do Arsenal.

O time de Wenger se complica no objetivo da temporada, algo que parecia tão próximo e agora vai ficando distante: o titulo. O Arsenal que não decide nos grandes jogos – perdeu para City, United, Liverpool e Chelsea – não parece ter forças para ficar com uma Premier League tão disputada. Já o Chelsea segue na briga pelo troféu, hoje líder com 69 pontos, mas visto de perto por City que tem 61 mas com três jogos a menos, podendo chegar a 70 e Liverpool que tem 63 e pode ficar a três pontos ao fim da rodada. 

 
No segundo tempo o Arsenal teve um bom volume, mas entregue foi goleado em dois contra ataques. 
 
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Raí Monteiro

Jornalista, editor e doente por futebol. Sempre aberto a um bom debate e um copo de cerveja.

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