Liverpool 3×2 Manchester City -Será díficil tirar esse título dos reds, ainda mais no Anfield

“Você nunca caminhará sozinho” ou “you’ll never walk alone” foi o grito que ecoou nas arquibancadas do Anfield Road antes do decisivo duelo contra o City. O canto que arrepia, marca e foi usado para homenagear os 96 mortos na tragédia de Hillsborough, aqueceu o jogaço que estaria por vir.

O Liverpool não começou como de costume, com marcação avançada e pressão na saída de bola. Mas mesmo assim foi veloz para concluir com Sterlling, entrando em diagonal e recebendo de Suárez, a primeira chance em gol. Logo aos seis minutos os reds começavam a encaminhar a vitória que os deixariam mais próximo do título.

Com Gerrard recuando para organizar a saída de três, Henderson e Coutinho levando a bola para frente pelo meio e Sterlling centralizado para fazer a ligação até Suarez e Sturridge, funcionava o esqueleto de Rodgers. Que contou uma jornada ruim de Sturridge apagado em campo e Suárez que pilhado não conseguindo render o necessário e o esperado. Mesmo com a dupla descalibrada, o Liverpool sobrou em um primeiro tempo de fibra e pegada. O espírito era de final.

No City, a proposta de jogo do 4-2-3-1 não deu certo, Sterlling circulava entre os volantes dificultando a saída, Navas e Nasri não tinham profundidade com a bola e Silva tentava reger um barco perdido. Lá atrás, a marcação espaçada permitia boas chegadas do Liverpool. Clichy e Demichelis demoraram a entender o posicionamento do trio ofensivo e Hart teve trabalho. Na cabeça de Gerrard ele salvou, mas na de Skrtel viu a bola morrer no fundo do gol.

A lesão de Yaya Toure piorou as perspectivas do City. Pellegrini parecia entrar em um problema sem fim. Até reconstruir um novo City, com Javi Garcia na vaga do marfinense, Sterlling tinha menos espaços pelo meio. Na volta do intervalo Milner na vaga de Navas. Pela direita, o winger começou a organizar os ataques dos azuis, infiltrações com posse de bola passaram acontecer e os citizens diminuíram na jogada de Milner para Silva que empurrou pro gol Mignolet.

O 4-3-1-2 do Liverpool dominou o City até a entrada de Javi García, depois a marcação foi ajustada. 

O Liverpool sentou em cima da vantagem e recuou, então o City começou a tomar partido do jogo e foi pra cima. O time da casa caiu demais e foi surpreendido: na jogada de Nasri e Silva, o arremate do meia desviou em Johnson e morreu no fundo do gol. Era o empate com cara de Pellegrini, o City do segundo tempo tinha aproximação e incisividade.

Rodgers sacou Sturridge que jogava mal e colocou Allen. Começando a reconstruir o meio campo ao lado Gerrard e Henderson. Mais a frente, Coutinho a esquerda e Sterlling a direita: estava de volta o 4-3-3/4-1-4-1. Tentativa de pessão, mas pouco perigo ao gol de Hart. O City teve seu momento, com Aguero na de Dzeko, o time tinha velocidade e quase matou o jogo na combinação do argentino com Silva.

Como quem não faz leva, a bola muito mal espanada por Kompany caiu, caprichosamente, nos pés de Coutinho, de primeira, com curva no cantinho de Hart, para fazer três a dois Liverpool. Faltam quatro jogos, entre eles, daqui 15 dias, outra final. Desta vez é o Chelsea de Mourinho. No Anfield com a união perfeita time-torcida será difícil tirar o caneco dos reds.

Com Milner o City cresceu, com Coutinho a ponta, mais livre o Liverpool chegou a vitória após o City desperdiçar sua chance.
Facebook Comments

Raí Monteiro

Jornalista, editor e doente por futebol. Sempre aberto a um bom debate e um copo de cerveja.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *