No calor de Manaus, venceu quem teve o controle de bola e do meio campo

O forte calor e a umidade de Manaus não atrapalharam o grande jogo do sábado. Itália e Inglaterra era duelo mais espero desde o sorteios dos grupos. Prandelli e Roy Hudgson tiveram a missão de renovar suas seleções e aproveitarem a safra. Prandelli vinha de um vice campeonato e Hudgson de uma eliminação para a Itália na mesma euro. 

Mesmo os técnicos sendo mantidos os modelos de jogo são completamente diferentes daqueles usados nas competições passadas. 
Prandelli abriu mão dos três zagueiros e vem armando uma Itália mais bem distribuída e no melhor jogo do Mundial usou o 4-1-4-1 para dominar o meio campo. Contando sempre com o trabalho preciso de Pirlo, que parte da esquerda e distribui o jogo com precisão e classe. Ao lado dele Verratti da velocidade as ações e atrás de ambos, De Rossi recua para organizar, junto a Pirlo, as ações italianas. 
Roy Hodgson manteve o 4-2-3-1, porém percebeu que o jogo Italiano poderia fluir pelos lados com Candreva e Marchisio, para evitar isso, trouxe Rooney para o lado esquerdo e deixou Welbeck do lado oposto. Liberando Sterlling para enconstar em Sturridge no comando de ataque. 
As equipes trocaram passes, se estudaram e rodaram o jogo sem pressa no começo. Até que no corta luz genial de Pirlo, a Itália descomplicou: Marchisio entrou da ponta para o meio e acertou um chutaço no canto de Hart. Porém um minuto depois, Sterlling recuou e chamou a marcação, com isso Rooney passou livre no flanco. Bola para ele, cruzamento para Sturridge entrar livre na segunda trave para marcar. 
Em um jogo dominado pelo acerto de passes, Pirlo colocou Balotelli na cara do gol ao fim do primeiro tempo, o centro avante cortou Hart, perdeu o ângulo, mas mesmo assim o encobriu e só não saiu para o abraço por que Jagielka salvou.
O primeiro tempo foi muito bem disputado. Itália e Inglaterra correram, marcaram e quiseram jogo.
No centro de Candreva, que não teve a marcação de Rooney, Balotelli subiu livre atrás da zaga que marcou a bola e colocou azurra na frente no começo do segundo tempo. Depois disso o jogo se resumiu ao controle de bola italiano e as chances perdidas pela Inglaterra. 
Em pouca sintonia com o jogo, Verratti deu lugar a Thiago Motta e Hodgson respondeu com a entrada de Barkley na vaga do também apagado Welbeck. Primeiramente aberto e depois centralizado, com Sterlling à direita e Rooney à esquerda. As inversões eram constantes. Preso na saída, Henderson deu lugar a Wilshere e quando percebeu um maior volume inglês pelos lados, Prandelli recompôs com Parolo na vaga de Candreva. 

Immobile ganhou o lugar de Balotelli para segurar a bola a frente e Lallana entrou no lugar de Sturridge. Hodgson tentou, usou o banco, mas as chances criadas não foram aproveitadas. A Inglaterra martelou a Itália, mas viu Pirlo bater uma falta com maestria e chegar mais perto do gol do que qualquer chance inglesa no jogaço da Amazônia.

Com as mudanças a Inglaterra foi pra cima, mas não aproveitou as chances.

Muitos esperavam um baixo nível de intensidade em Manaus, mas todos viram um jogo com 30 finalizações e uma média de 88% de passes certos. Inglaterra e Itália fizeram um duelo intenso, bem jogado e disputado, que foi vencido pelo melhor meio campo. Mantendo a média da ótima Copa.
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Raí Monteiro

Jornalista, editor e doente por futebol. Sempre aberto a um bom debate e um copo de cerveja.

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