Sim, era a Bolívia. Mas foi bonito ver o desempenho da seleção

67% de posse de bola, 18 a 3 em finalizações, mais de 600 passes certos e vitória nos desarmes por 14 a 13. Em nenhum momento a Bolívia ameaçou e em todos o Brasil foi soberano.

As entradas de Filipe Luís, Fernandinho, Giuliano e Coutinho mantiveram a dinâmica e fizeram a engrenagem da seleção trabalhar de forma intensa. Aproximação em todos os lados para jogo apoiado e agressividade sem a bola para roubar alto, como no gol de Neymar. 
Brasil saindo para o jogo com Renato ao lado de Fernandinho, Giuliano verticalizando e Filipe Luís explorando o espaço que Neymar abriu. – Reprodução: SporTV
Além do camisa dez, Renato, Giuliano e Coutinho se destacaram em um primeiro tempo soberbo. Liberdade para movimentação de todos, para trabalharem dentro de suas características e preferências, envolvendo de forma ampla o sistema defensivo da Bolívia que tentou perseguir de forma individual e não encontrou a seleção de Tite.

Como nos gols de Filipe Luís e Gabriel Jesus, onde Neymar recebeu abriu espaço e assistiu. O tento de Coutinho foi o mais brilhante. Apoio de Daniel Alves com passe de letra, corte seco e assistência de Giuliano e toque de bico do meia do Liverpool, muito bem adaptado a função do lado aposto em que costuma jogar. 
Exemplo de pressão alta da seleção brasileira – Reprodução: SporTV
Como natural e esperado, o segundo tempo teve um ritmo mais baixo. Tanto da seleção, como do jogo ditado por ela. Somado isso ao cartão amarelo, as pancadas sofridas e o estado de nervos alto, Neymar deu lugar a Willian. Firmino ganhou a vaga de Gabriel Jesus mantendo a tônica de referência móvel e Lucas Lima apareceu no lugar de Giuliano. O desenho variou, o ritmo aumentou e o quinto chegou com o atacante do Liverpool. 

Placar para mostrar o que foi o jogo, dominado de ponta a ponta por uma seleção que reaprendeu a jogar futebol, da forma mais atual possível. Geração perdida? Tite provou a todos que não, com trabalho e conceitos modernos. Mas era a Bolívia!? Sim, mas como foi bonito ver o Brasil desempenhar um futebol de 2016. 

Dados estatísticos: Footstats.net
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Raí Monteiro

Jornalista, editor e doente por futebol. Sempre aberto a um bom debate e um copo de cerveja.

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