O show do PSG! Atuação coletiva e de alta intensidade para destruir o Barça apoiado no MSN

Quem não quer um ataque formado pelo tridente Messi, Neymar e Suarez? Uma frente ofensiva que desde a chegada ao Barça marcou nada mais nada menos do que 320 gols em duas temporadas e meia jogando juntos, faturando duas Ligas Espanholas, duas Copas do Rei, uma Champions League e um Mundial de Clubes entre os títulos mais importantes, além de devorar recordes e alçar o clube catalão a outro nível!
 
Juntos os três reforçaram o jogo bonito do clube espanhol, historicamente ligado a seu modelo de jogo coletivo. De onde vem também o brilho dos três meias, responsáveis por fazer o time andar, os regentes da orquestra. Porém a temporada 2016/17 é de queda dessas peças. Busquets não vive sua melhor fase e não consegue ser o centro pensante do meio campo, Iniesta se lesionou demais e não conseguiu uma sequência, e Rakitic viu sua produção cair de forma incrível e o banco de reservas se tornar uma realidade.
 
Sem o melhor nível desses pilares, o Barça perdeu sua força coletiva e, ao mesmo tempo, Luís Enrique se apoiou na individualidade do genial trio para resolver seus problemas. Deu certo em vários jogos da Liga Espanhola, mas em um confronto de alto nível a não solução desse problema cobraria seu preço. 
 
Com foi em Paris, contra um faminto PSG. Unai Emery ordenou pressão alta e incessante nos minutos iniciais. Sufocando a saída do time catalão, recuperando e acelerando a transição, tanto com a bola em posse, quanto a partir da retomada. Chegada de Matuidi e Verratti de trás, verticalidade nos movimentos de Di María e Draxler a partir do lado e muita mobilidade com Cavani na referência do 4-1-4-1 do técnico espanhol. O prêmio a pressão e o claro domínio veio com o gol de Di Maria batendo falta, já depois de boas defesas de Ter Stegen. 
Flagrante da pressão do PSG na saída do Barcelona, que resultou no gol de Draxler. – Reprodução: FX1
Assustado, o time de Luís Enrique tentou colocar a bola no chão, avançar as linhas e criar oportunidades a base de alguma associação. Cresceu um pouco Neymar, mais preso à esquerda com André Gomes – substituto de Rakitic – do lado oposto, duas linhas mais claras para deixar Messi solto atrás de Suarez. Apesar do bom lance do brasileiro que terminou no gol perdido pelo português, um Barcelona completamente inerte e entregue a atuação volumosa do Paris Saint Germain, que também contou com a solidez de Marquinhos e o do jovem Kimpembe, de atuação gigante, no sistema defensivo. 
  
Guiado pela distribuição precisa de Verrati e a velocidade nas transições de Matuidi, os franceses ampliaram com Draxler, no passe do meia italiano que abriu as linhas de marcação com condução e muita facilidade após a pressão de Rabiot (como mostra o flagrante acima). 
 
A tentativa desesperada do Barcelona de sair para o ataque e diminuir a vantagem dos parisienses deu campo ao time da casa. Espaço para velocidade do PSG em retomada contra uma defesa aberta que foi fatal. Como no golaço de Di María e na definição com a marca do camisa nove de Cavani, após a jogada de Meunier completamente livre. 
Flagrante da marcação completamente entregue do Barcelona no gol do PSG – Reprodução: FS1
16 finalizações contra seis, com 10 acertos no gol contra apenas um. 48 bolas recuperadas a 37, além de oito quilômetros percorridos a mais (113 a 105). Números que ajudam a dar uma pouco da dimensão do que foi a superioridade do Paris Saint Germain na partida contra o Barcelona. 
 
É óbvio que os quatro a zero assustam e dizer que a tragedia catalã era esperada pode soar um pouco oportunista agora. Mas assim foi! O  show do PSG começou na sua atuação de alta intensidade e poder coletivo e terminou na ruína que o Barça se tornou como time, totalmente dependente do trio MSN, ausente na noite fantástica dos parisienses.

Dados estatísticos: UEFA.com

Panorama do jogo em Paris – Reprodução: Tactical Pad
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Raí Monteiro

Jornalista, editor e doente por futebol. Sempre aberto a um bom debate e um copo de cerveja.

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