Tite e o desempenho, juntos na Rússia!

No dicionário, desempenho é: “Modo com alguém ou alguma coisa se comporta tendo em conta sua eficiência, seu rendimento”. No futebol, desempenho é o que a seleção brasileira de Tite vem apresentando. Um modelo de jogo muito definido, treinado e praticado, com eficiência e alto rendimento.

Contra o Paraguai na Arena Corinthians, um padrão de desempenho repetido. Uma linhas reta de atuação. Desde o começo da partida, valorização da posse e jogo apoiado para gerir a bola. Triangulações, toques curtos, velocidade… Intensidade! Como na transição de Coutinho da direita para dentro, tabelando com Paulinho e marcando um belo gol. Opção a dificuldade em infiltrar. Porque era duro abrir as linhas do Paraguai, fechadas e violentas.

Exemplo de movimentação da seleção brasileira – Reprodução: TV Globo.
Porém o trabalho coletivo da seleção brasileira facilitava o objetivo. Principalmente com Neymar, muito agudo e ainda mais caçado da ponta para dentro, abrindo espaço para as transições de Renato Augusto. Um meio campista absolutamente completo. A esquerda do 4-1-4-1, recua para auxiliar a saída de Marquinhos e Miranda, se oferece pelo lado para triangular com Marcelo e até mesmo liberar o lateral. Chega a frente com posse ou projeção e arremate.
 
Peça fundamental em um modelo de jogo moderno e intenso, enraizado na equipe mesmo com apenas oito encontros. Como também é o onipresente Paulinho, assistente de Coutinho e de Marcelo no terceiro gol da partida. Ambos com toque de classe. Por trás dos construtores, Casemiro apoia a linha de quatro posicionada. Deslocamentos com velocidade, ótimo tempo de bola nas roubadas e recuperações, além do acréscimo de qualidade para a saída. Essencial, hoje é o melhor “5” do Mundo. 
 
Gabriel Jesus e o seu poder de fogo fizeram falta. Referencia móvel, Roberto Firmino ainda não conseguiu seu melhor. Mas já se aproximou do que faz em Liverpool. Abre a referência para infiltrações e puxa marcação, pende aos lados para oferecer mais uma opção de passe.
Tudo muito bem trabalhado e coordenado, como no segundo tempo. Quase que um coletivo pelo ímpeto zero do Paraguai, mesmo com as entradas de Óscar Romero e Frederico Santander, o que em tese deixaria o time mais ofensivo. Não apareceram mais chances cristalinas como na etapa inicial, em algumas falhas na saída.
O 4-4-2 do Paraguai em Itaquera – Reprodução: Foto – Raí Monteiro. 
A última cartada de Arce foi Ángel Romero. Mas aquela altura, o jogo já tinha um dono: Neymar. Caçado no primeiro tempo, o camisa 10 voltou ainda mais intenso e incisivo. Veloz a partir do lado fez fila, sofreu pênalti, marcou impedido e fez um golaço.

Não foi o último – Marcelo marcaria minutos depois -, mas serviu para brindar a noite de um futebol apaixonante em Itaquera. Tite e o desempenho. Quase sinônimos. Palavras que andam juntas e estão presentes a cada coletiva do comandante. Vão seguir de mãos dadas na Rússia.
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Raí Monteiro

Jornalista, editor e doente por futebol. Sempre aberto a um bom debate e um copo de cerveja.

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