“La Duodécima”: o Real Madrid de Zidane já está na eternidade!

A noite história de Cardiff que coroou o Real Madrid com a décima segunda orelhuda de sua história, primeira de forma consecutiva desde o Milan dos anos 90, teve a cara de Zidane e de um time que se remontou durante a temporada por diversas vezes e diferentes motivos.

Como foi a escolha por Isco nos onze que saíram jogando e que confirmou a certeza que Zidane tinha desde as semifinais. A entrada do espanhol no meio campo, como dito na prévia da partida, deixou o time bem mais equilibrado em todas as fases, com o plus da ótima forma pela qual passa. A importância defensiva do camisa 22 se fez presente nos primeiros minutos do jogo em Cardiff.

Porque a Juve apertou, subindo as linhas, pressionando alto e criando ocasiões. Três finalizações em dez minutos, todas defendidas por Keylor Navas e um Madrid um pouco perdido no começo do duelo. Muito por não conseguir sair de trás, com uma equipe compacta e que vencia na intensidade do outro lado. Com Barzagli na direita, mais uma vez Daniel Alves foi ponteiro no 4-2-3-1 que defendia em linhas. Marcação por zona, com pressão no portador da bola. Isso dificultou demais o jogo de Kroos e Modric e suas progressões que carregam a equipe de Zizou.

A melhora dos “roxos” se deu com o recuo de Isco, do centro, para ajudar na criação de trás. O espanhol começou a gerar jogo com os meio campistas de muita qualidade no passe e saída, e então o Madrid cresceu. Transições com trocas de passe para se estabelecer no campo ofensivo. Também contra-ataques, como no gol de Cristiano. Virada de jogo fundamental para criar zona de superioridade do lado oposto, cruzamento de Carvajal e finalização do melhor jogador do planeta no quesito. Posicionamento e tomada de decisão precisos.

No primeiro gol, Juve concentrada no lado da bola… Inversão abre a defesa.

A Juve que dominava o território começou a jogar em transição. Como fez sete minutos mais tarde para deixar tudo igual. Lançamento de Bonucci, cruzamento de Alex Sandro e golaço de Mandzukic. Justo pelo equilíbrio de um primeiro tempo muito igual. Com ligeira posse maior do Madrid, mas mais finalizações da vecchia senhora. Oito a cinco, com quatro a um em acertos.

O segundo tempo teve um panorama totalmente diferente. O Real de Zidane saindo para atacar com máxima intensidade e linhas altas, a Juventus de Allegri retraída e sem poder de recuperação. Fizeram a diferença Isco e Modric, que entraram de uma vez no jogo e tomaram conta do meio campo. A partir desse domínio, os gols de Casemiro e Cristiano Ronaldo, outra vez de um senso de posicionamento e finalização fundamental. Décimo em cinco jogos na segunda fase, outra vez artilheiro de uma edição de Champions. Decisivo como nunca em uma final.

Panorama do jogo em Cardiff.

Os dois gols abateram uma Juve que não havia voltado para a etapa final. Alegri tentou com Cuadrado na vaga de Barzagli, recuando Daniel Alves para a lateral para ter jogo pela direita. Depois apostou em Marchisio ao lado de Khedira e por último Lemina na vaga do desaparecido Dybala. Zizou administrou colocando Morata, Bale e Asensio, que fecharia o placar de forma impiedosa na jogada de Marcelo, melhor na etapa final depois de um primeiro tempo sumido.

18ª finalização dos madridistas, cinco certas, quatro no alvo. Sem força para atacar nem de forma aleatória, a Juve terminou o jogo com quatro acertos em 11 finalizações, apenas um gol. Diferença de efetividade fundamental. Diferença de não ter por exemplo um Cristiano Ronaldo do outro lado.

A Europa é outra vez branca. Pela terceira vez em quatro anos, com espaço apenas para um arrasador trio MSN levantar o continente entre a décima e o bi campeonato inédito no novo formato. História escrita por um time fabuloso da primeira a última linha. O Real Madrid de Zidane, Sergio Ramos, Marcelo, Kroos, Modric, Isco e Cristiano Ronaldo já está na eternidade do futebol.

Dados estatísticos: UEFA.com

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Raí Monteiro

Jornalista, editor e doente por futebol. Sempre aberto a um bom debate e um copo de cerveja.

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