Flamengo melhora, mas a marca da goleada contra a Chape é a da efetividade!

17 finalizações, 11 acertos e cinco gols. Quase 50% de aproveitamento, índice tremendamente alto. A efetividade nos arremates da meta de Jandrei foi fundamental, trunfo e peça chave na vitória do Flamengo sobre a Chapecoense. Triunfo que também serviu para recuperar o futebol em outras rodadas pouco visto de jogadores como Diego e Paolo Guerrero, além de bons momentos de Willian Arão, de volta ao meio campo depois de duas partidas no banco de reservas.

Mas o começo do jogo na Ilha do Urubu não foi dos melhores para o time de Zé Ricardo. Porque Vágner Mancini avançou seu 4-1-4-1 para pressionar no campo de ataque e tentar retomar a bola para jogar a partir dela. Apodi e Reinaldo presentes no campo ofensivo, Arthur Cayke e Rossi buscando as diagonais e algum apoio de Luiz Antônio e Seijas, ainda que longe do ideal, de forma alternada.

Durou até o Flamengo avançar com jogo apoiado e troca de passes. Ultrapassagens e associações claras, e bola no pivô para Guerrero… Cruzamento mal tirado pela zaga e golaço de Diego. Senha para a Chape sair desordenada em busca da resposta e dar espaço para o camisa 35. Fatal, como o cruzamento e a finalização de Guerrero.

Tentos que abateram o time de Mancini e fizeram o Flamengo crescer no jogo, mesmo terminando o primeiro tempo com apenas 44% de posse de bola. Execução do modelo de jogo que lembrou o melhor rubro negro nas mãos de Zé Ricardo em 2016.

Panorama do primeiro tempo na Ilha do Urubu. – Tactical Pad.

Com Perotti na vaga de Seijas e reorganizada num 4-2-3-1, a Chape voltou do intervalo investindo na bola alta. Sobretudo no potente lateral de Reinaldo, que vai a marca do pênalti com certa “facilidade”. Como foi no gol de Victor Ramos, na falha do goleiro Thiago. Praticamente a única vez que foi exigido. Os catarinenses não cresceram, nem voltaram com o ritmo dos primeiros 15 minutos de jogo, que teve pressão e intensidade. Mantiveram os ataques baseados nos chuveirinhos. Foram 25 com 18 erros. Ineficiência!

Bola alta que serviu para o Flamengo ampliar com Guerrero. E retomar o controle total do jogo na Ilha do Urubu. Vieram o quarto com Diego e o quinto também com o peruano, ambos nos muitos espaços que a segunda pior defesa do torneio nacional cedeu durante os 90 minutos no Rio de Janeiro.

4-2-3-1 do Flamengo de Zé Ricardo marcando em duas linhas. Pressão no homem da bola. Reprodução: Premiere

Mais do que casas na tabela do Brasileirão, o Flamengo de Zé Ricardo aponta crescimento. Vitória com momentos que lembraram a melhor versão do rubro negro que brigou pelo caneco na última temporada. Ainda sim com a marca maior da efetividade!

Dados estatísticos: Footstats.net

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Raí Monteiro

Jornalista, editor e doente por futebol. Sempre aberto a um bom debate e um copo de cerveja.

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