Do controle ao recuo e a derrota em Guayaquil, o Palmeiras segue oscilando

Cuca mexeu bastante no time para o duelo contra o Barcelona em Guayaquil na abertura das oitavas de final da Libertadores. Luan ganhou a vaga de Edu Dracena ao lado de Mina na zaga, Tchê Tchê saiu jogando na direita, com a ausência de Jean e a péssima apresentação de Fabiano contra o Cruzeiro, o que fez Bruno Henrique ocupar uma vaga no meio ao lado de Thiago Santos e Zé Roberto, substituto de Guerra no centro. Pelo poder de finalização, Willian ganhou o lugar de Roger Guedes a direita do trio de ataque com Dudu e Borja.

E o primeiro tempo teve uma palavra para definir a atuação do time de Cuca: controle! Intensidade para exercer a marcação individual, o já famoso cada um peça o seu alviverde, com pressão no homem da bola para dificultar a progressão do adversário com a posse. Receita que ajudou e muito no titulo nacional do Palmeiras em 2016 e está em falta nas apresentações de 2017, onde o time ainda busca equilíbrio.

4-3-3 do Palmeiras em Guayaquil, com marcação individual e intensidade nos combates.

Com a bola e a missão de propor o jogo, o Barcelona até conseguia vencer a marcação em alguns momentos, mas não tinha êxito na missão de ganhar os lados do campo com Velasco e Esterilla pela direita ou Ayoví e Pineida pela esquerda. Tão menos avançar com Diaz, centralizado atrás de Álvez no 4-2-3-1 montado por Guilherme Almada. Muito bem marcado.

O time de casa não criou grandes chances com seus 51% de posse de bola na etapa inicial e viu o Palmeiras, que controlava com intensidade e pressão na marcação, ser mais perigoso, em uma escapa com Willian pela direita, lado forte com o apoio de Tchê Tchê e Bruno Henrique, volante de passe e progressão com a posse, que agrega muito ao jogo alviverde.

Panorama tático do primeiro tempo em Guayaquil.

Etapa inicial promissora… Mas uma volta de intervalo que mostrou outra face muito vista do Palmeiras na temporada: a da oscilação! O ritmo da marcação e o nível de intensidade caíram, junto com o controle e a saída com passes que buscava Dudu e Willian na frente. Borja sumiu no comando de ataque e o time de Cuca começou a dar campo para os equatorianos.

O comandante do Palmeiras tentou reoxigenar a equipe com Roger Guedes, Michel Bastos e Keno nos lugares de Zé Roberto, Dudu e Borja. Mas não conseguiu recuperar a velocidade e nem saída… Na contra mão, acabou amassado pelo Barcelona que se lançou ao ataque para pressionar em busca do gol.

A posse subiu para 60%, e o time começou a rondar a área. 27 cruzamentos e oito finalizações com três acertos a meta de Fernando Prass. O de Álvez, desviado em Thiago Santos, premiou a pressão e a iniciativa pelo gol enquanto Palmeiras só se retraía.

Nada que passe perto de definir a eliminatória, mas que dá uma vantagem ao time equatoriano, que tem o trunfo da boa campanha fora nesta Libertadores, com duas vitórias em três jogos. O Palmeiras teve bons momentos no Equador, sobre tudo os 45’ iniciais, com controle, marcação intensa e boas escapadas. Mas oscilou, recuou, cedeu campo e sofreu, como vem acontecendo na temporada. Tudo aberto.

Dados estatísticos: Footstats.net

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Raí Monteiro

Jornalista, editor e doente por futebol. Sempre aberto a um bom debate e um copo de cerveja.

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