A primeira noite europeia e a ótima impressão do Paris do “MCN”

Em sua estreia na Champions League 2017/18, com Neymar, Mbappé, Cavani e companhia o Paris Saint-Germain tardou dezenove minutos para abrir o placar diante do frágil Celtic treinado por Brendan Rodgers. Porque os donos da casa compensaram suas debilidades com empenho e endureceram o duelo. No plano, marcação compacta e agressiva – no bom sentido, apesar de algumas faltas desnecessárias -, que dificultou a imposição do jogo parisiense, baseado em troca de passes empurrando o adversário para trás, com movimentação e passes precisos dos meias para a infiltração de um dos homens de frente.

Foi assim que Rabiot achou Neymar no primeiro gol, em um dos poucos ataques do ponta em diagonal, do lado para dentro. Porque no PSG, Neymar é mais construtor do que era no Barça com Messi. Não foram poucas as vezes em que o brasileiro apareceu mais centralizado a partir do 4-3-3 de Unai Emery, com a missão de circular e desequilibrar entrelinhas.

Celtic compacto e Neymar centralizando, em busca do jogo entrelinhas.

O gol tirou um pouco da ansiedade e fez o Paris diminuir o ritmo mais intenso que imprimia desde o começo. O que fez, instintivamente, o Celtic soltas as linhas em busca do empate. Os donos da casa tiveram chances, poucas até que Mbappé completasse o passe de Neymar no rápido contra-ataque e deixasse o jogo ainda mais a feição dos franceses. Cavani, de pênalti, ampliou seis minutos mais tarde.

Vantagem que deu ao time de Emery o controle total do jogo, sem tanta necessidade de acelerar em busca dos gols. Espaço e posse, tudo coordenado por Rabiot-Verratti. A dupla de meias a frente de Thiago Motta no centro, responsáveis e presentes em todas as ações ofensivas, com passes curtos e longos, que alternam o ritmo do jogo.

Administração que permitiu a Emery variar o desenho para um 4-2-3-1 com as entradas de Draxler e Lo Celso nas vagas de Rabiot e Mbappé. Mantida a facilidade para chegar, graças aos movimentos dos homens de frente e o pequeno entrosamento que o time já tem. Lustig marcou contra no cruzamento da direita e na bola que veio do lado aposto com Kurzawa, Cavani deu números finais a tranquila estreia.

Mesmo contextualizando o adversário e o que o jogo apresentou, é impossível deixar de lado a ótima impressão do time de Emery. Domínio total, entendimento coletivo e força do trio MCN, dono de oito gols em duas partidas. E que promete agitar o continente!

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Raí Monteiro

Jornalista, editor e doente por futebol. Sempre aberto a um bom debate e um copo de cerveja.

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