A mudança fundamental de Renato na classificação do Grêmio

Trinta e sete minutos de jogo na Arena do Grêmio. Botafogo superior, dono das melhores chances e do controle do jogo diante de um tricolor apagado. Renato Gaúcho saca Léo Moura, outra vez aberto no 4-2-3-1 que teve Ramiro no centro na vaga do lesionado Luan, e coloca Everton. O objetivo? buscar transições em diagonal, já que o jogo entrelinhas não existia e a saída de bola com Arthur era muito bem marcada pela pressão alta time de Jair Ventura. No primeiro lance após a mudança, Fernandinho recebeu da direita para dentro – estava do lado oposto antes da mudança – e bateu com perigo. Uma boa indicação de por onde o Grêmio poderia construir.

Botafogo pressionando a saída do Grêmio e forçando o erro.

Renato citou leitura de jogo e ousadia na coletiva após a classificação. E de fato sua visão sobre o que o tricolor apresentava foi fundamental. O primeiro tempo ficou marcado pela superioridade do Botafogo, mesmo com apenas 38% de posse de bola. Foram oito finalizações com quatro acertos, como bola na trave e defesa de Grohe cara a cara com Bruno Silva, além de 15 desarmes contra apenas sete e só um arremate certo sofrido. Intensidade na marcação e muita aplicação no modelo de jogo foram alguns dos pilares da boa atuação dos cariocas.

Com um Grêmio mais solto, Jair tentou repetir a marcação alta, roubando e fazendo transições em alta velocidade. Porém, o aproveitamento caiu e as chances desapareceram junto com o controle do meio campo… Na bola alta o tricolor abriu o placar com Lucas Barrios. Cenário que inverteu os papeis e a ordem por caraterísticas das coisas. O Botafogo tentou ser propositivo, de forma mais que desesperada, empilhando zagueiros e homens de meio campo na área. Renato recuou o time, compactou as linhas e até abriu mão da referência com o autor do gol para ter um time mais marcador.

Grêmio compacto em um 4-1-4-1 depois da abertura do placar.

O tricolor gaúcho não jogou bem, não conseguiu impor a troca de passes e o volume. Marcou na bola alta e no fim se restringiu a defender de forma aguerrida. A pressão do Botafogo não teve resultado efetivo e selou o fim do sonho para os cariocas. Um time aplicado, com conceitos definidos, bem executados e que foi superior em boa parte do jogo no Sul.

O Grêmio segue, com seu poder técnico e seu jogo de altíssima qualidade, trocas de passes e variações. Ganha com a volta de Luan para as semifinais e com a possível queda do River Plate, se torna o grande favorito para levantar o continente pela terceira vez na história. Com força coletiva e a inteligencia de Renato, fundamental na noite de quartas de final.

Dados estatísticos: Footstats.net

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Raí Monteiro

Jornalista, editor e doente por futebol. Sempre aberto a um bom debate e um copo de cerveja.

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