Corinthians 3×2 Palmeiras – Um clássico digno de briga pelo título

Corinthians e Palmeiras protagonizaram um clássico extremamente eletrizante e bem jogado na Arena em Itaquera. Cinco gols, bons lances, disputa de alto nível, concentração e intensidade… times bem organizados e com propostas de jogo bem definidas. Em meio a um brasileirão de muitas partidas ruins e times sem ideia de futebol, o dérbi paulista foi digno de uma disputa por título.

O time treinado por Fábio Carille ainda não ainda reencontrou sua melhor versão, aquela do arrasadora primeiro turno. Porém, no clássico deste domingo, teve dois aliados muito importantes e que estavam sumidos nos últimos jogos: concentração e intensidade. Nível máximo!

Como foi a pressão no começo do jogo. Tanto alvinegros quanto alviverdes subiram suas marcações e tentaram roubar no campo do adversário. Enquanto o Palmeiras buscava saída em passes e o jogo apoiado, a equipe de Carille fazia uma saída mais direta, buscando Jô no referência, algo que não era tão presente no primeiro turno e se tornou corriqueiro no momento de baixa. Ainda assim, a melhor oportunidade veio em uma tomada de bola no perto da meta, como mostra a imagem abaixo. E o primeiro gol saiu após inteligente troca de passes, com aproximação e movimentação.

Pressão alta do Corinthians roubando a bola no campo do Palmeiras.

O Palmeiras teve muita dificuldade para impor um estilo ainda em mutação com Alberto Valentim. No lugar dos lançamentos e das bolas rifadas para o ataque brigar, o técnico pede aproximação para sair trocando passes. O Corinthians conseguiu neutralizar bem essas ações e aproveitou os lados do campo. O time voltou a ter problemas de compactação. Mayke e Egídio, sem o auxílio de Dudu e Keno, tiveram muita dificuldade na marcação. Como mostra o primeiro e o terceiro gol dos donos da casa. Ilustração abaixo:

Linha do Palmeiras montada, mas sem apoios pelos lados do campo. Espaço para o Corinthians jogar pelos lados e por dentro.

O segundo tempo não teve o mesmo ritmo, nem a mesma intensidade. O Corinthians “abaixou” as linhas, Carrile mexeu mantendo a compactação e negando possibilidades ao Palmeiras que avançava tentando manter a ordem, mesmo com toda a dificuldade e a aleatoriedade que se mostrava a única alternativa. Roger Guedes não solucionou o problema pela direita, tão menos Dudu fez uma segunda etapa mais efetiva. Com Guerra na vaga de Bruno Henrique, Moisés foi recuado para a dupla de volantes com Tchê Tchê e em uma sobra de escanteio marcou o gol que garantiu vinte minutos de emoção.

E fez o Palmeiras terminar o jogo com 57% de posse de bola e 28 cruzamentos com cinco acertos, número bem menor do que em outros momentos de aleatoriedade. Já mostra outro caminho. Das 14 finalizações, apenas as duas que entraram encontraram a meta de Cássio. Baixo índice. O time de Carrile acertou oito das 11 tentativas de gol e venceu também nos desarmes: 19 a 11.

Panorama final do clássico em Itaquera. Corinthians recuado, fechando espaços. Palmeiras se lançando ao ataque.

Clássico bem jogado, que recolocou o Corinthians em um caminho absoluto pelo hepta brasileiro. Ao Palmeiras resta garantir a vaga a próxima Libertadores e planejar o 2018 com as boas ideias de Alberto Valentim.

Dados estatísticos: footstats.net

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Raí Monteiro

Jornalista, editor e doente por futebol. Sempre aberto a um bom debate e um copo de cerveja.

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