Independiente explora debilidades defensivas do Flamengo para sair na frente na decisão da Sul-Americana

O gol de Réver logo aos oito minutos de jogo em Avellaneda parecia deixar o jogo a feição do Flamengo na primeira decisão da Copa Sul-Americana. Porque o time de Rueda não sofria grande pressão do Independiente, se mantinha bem organizado e com boa saída de bola, apesar da dificuldade em reter no campo de ataque.

Flamengo bem postado nos minutos iniciais, tentando controlar a bola e o espaço.

A primeira chegada do time argentino foi só aos quinze minutos, mas apontou um caminho: a velocidade de Benítez, dobrando com o lateral Fabrício Bustos, no corredor de Trauco. Algo que também acontecia do outro lado com Tagliafico e Emanuel Barco. Isso se repetiu mais uma vez antes que Gagliotti recebesse na grande área, em uma das poucas incursões do time Ariel Holan por dentro, e empatasse a partida.

Porque por características, o “Rei de Copas” é um time que abre o campo, em muitos momentos com laterais e pontas espetados, e não costuma ter muito jogo entrelinhas, apesar do apoio de Sanchez Miño e Meza, autor do segundo gol.

Independiente dobrando pelos lados e explorando a avenida Trauco.

Do empate até a virada, o Independiente encurralou o Flamengo, com volume ofensivo baseado no jogo apoiado e na intensidade com que suas peças se movimentavam dentro de campo. Além das lacunas pelos lados, as linhas pouco compactas da equipe brasileira permitiam boa circulação dos homens de centro do adversário.

Rueda tentou mudar o panorama e recuperar o protagonismo ofensivo com Everton e Vinicius Júnior nas vagas de Paquetá e Diego, centralizando Everton Ribeiro no 4-2-3-1 – ambos de péssima fase técnica. Povoando a frente da área, a tentativa era de explorar as infiltrações dos homens de lado, mas as linhas espaçadas do rubro-negro dificultavam essa troca de passes e travavam qualquer tentativa de jogo apoiado.

Em busca do empate, o Flamengo tentou o empata a base das infiltrações, mas com pouco apoio.

Lições que mais do que para o jogo da volta, devem ser carregadas para 2018. A principal delas é a debilidade defensiva e de suas linhas de marcação. Um prato cheio para o bom time do Independiente sair na frente na luta pela conquista continental.

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Raí Monteiro

Jornalista, editor e doente por futebol. Sempre aberto a um bom debate e um copo de cerveja.

2 comentários em “Independiente explora debilidades defensivas do Flamengo para sair na frente na decisão da Sul-Americana

  • 7 de dezembro de 2017 em 14:11
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    Não consigo entender porque colocar o ER e o Diego juntos. O time fica lento, previsível e sem aproximação para as tabelas ou velocidade para furar a última linha defensiva, deixando o centroavante sempre isolado, como fazia com Guerrero e segue fazendo agora com Vizeu. E o lance do segundo gol foi a mostra da falta de compactação, onde o Diego tromba no Arão e deixa o ponteiro sair em velocidade para cima do lateral. Falta um pouco de intensidade no Flamengo e, é por característica dos jogadores mesmo.

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    • 7 de dezembro de 2017 em 20:52
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      Everton Ribeiro viveu uma grande fase com Goulart, de características MUITO diferentes do que as de Diego. Era bem mais atacante, não guardava posição tão menos prendia demais a bola. Diego retem muito e atrapalha a movimentação de quem vem da ponta para dentro.

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